Terceiro Conjunto de Questões Desafiadoras
[Sete Questões]

Assunto Básico: Protagonismo Juvenil, Outros Agentes Educacionais, Tecnologia



 

1. Considerando o binômio “heteronomia” e “autonomia” discutido por Antonio Carlos Gomes da Costa, explique por que esse autor fala em “protagonismo juvenil” (protagonismo do jovem adolescente) e não em “protagonismo infantil” (protagonismo da criança) ou “protagonismo adulto”.

2. O mesmo Antonio Carlos Gomes da Costa, que é um dos maiores defensores de uma educação que incorpore o protagonismo juvenil, afirma, em outro escrito, ser contrário às “pedagogias não diretivas”. Explique como você explicaria os conceitos de “protagonismo juvenil” e de “pedagogia não diretiva” de modo a fazer sentido da posição de Antonio Carlos Gomes da Costa.

3. Explique quais seriam, a seu ver, as diferenças e semelhanças entre os conceitos de “pedagogia construtivista”, “pedagogia protagonística” (estou inventando essa expressão agora, creio), “pedagogia não diretiva” e “pedagogia negativa (ou laissez faire)”. Com base no ideário do Sua Escola, como você caracterizaria, em termos desses rótulos, a pedagogia do programa?

4. Parece inegável que, além do lar e da escola, muitas outras instituições da sociedade atual estão a assumir funções educativas: os locais de trabalho (em especial as grandes empresas), as associações profissionais (incluindo os sindicatos), os centros comunitários, os centros de cultura e lazer, as igrejas, órgãos governamentais de todos os níveis, instituições do terceiro setor, instituições internacionais, etc. Como você vê a relação entre a escola e essas instituições? De rivalidade e conflito ou de parceria? Se de parceria, como pode essa parceria se dar?

5. Você acha que faz sentido a posição que o governo federal vem assumindo de negar a pais que assim se disponham o direito de educar seus filhos em casa, fora da escola, mesmo que os pais se disponham a apresentar seus filhos para fazer testes em escolas controladas pelo governo?

6. Você acha que aquilo que muitas empresas oferecem a seus funcionários ou empregados à guisa de treinamento, desenvolvimento profissional e pessoal, etc., qualifica como educação ou não passa de adestramento? (E, a propósito, adestramento tem ou não lugar na educação? Você é daqueles que acham que “Educação Física” deveria ser chamada de “Adestramento Físico”?)

7. Depois de longo período de perplexidade, as empresas aprenderam (e as que não o fizeram não estão aqui para contar a história), que a mera introdução da tecnologia para alavancar processos (de produção, distribuição ou gestão) concebidos para a era industrial, embora trouxesse pequenos ganhos de eficiência, não as tornava capazes de atender às necessidades da era da informação - isto é, não as tornava eficazes. Para isso, era necessário que se reinventassem, isto é, que, primeiro, reconcebessem o seu negócio, e, depois, redefinissem a melhor maneira de promovê-lo, com o apoio da tecnologia (se reengenheirassem). Foi assim que a IBM, maior empresa de computadores do mundo, reconcebeu seu negócio como sendo a informação e se salvou da falência, e a ITT, maior empresa de telefonia do mundo, reconcebeu seu negócio como sendo a comunicação, e se salvou da obsolescência tecnológica. Qual a lição que isso ensina a pessoas interessadas no uso de tecnologia na educação - em especial a nós, do Sua Escola?

 

Eduardo O C Chaves
Abril de 2002