------------------------------------------------------------------------ There are 8 messages in this issue. Topics in this digest: 1. Re: Uma das propostas do momento presencial From: "Luciana Salgado" 2. Re: RE: dúvidas From: "Lenise Aparecida Martins Garcia" 3. Re: O fantasma do tempo From: "Celso Vallin" 4. RE: RE: dúvidas From: "Eduardo O C Chaves" 5. RE: O fantasma do tempo From: "Eduardo O C Chaves" 6. RE: Calçados Novos e Usados From: "Eduardo O C Chaves" 7. Sumido de novo From: "Eduardo O C Chaves" 8. duvidas From: rupa@zaz.com.br ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 1 Date: Wed, 13 Feb 2002 08:21:47 -0300 From: "Luciana Salgado" Subject: Re: Uma das propostas do momento presencial Oi DriP, Legal a idéia! Vamos a minha lista :<) - Papel de grandes dimensões - Revistas velhas - Canetões coloridos - Tesoura - Cola - Aparelho de CD Tranquilo? Beijos Luciana ----- Original Message ----- From: Adriana Portella To: eac@escola2000.net Sent: Wednesday, February 06, 2002 10:04 PM Subject: [escola2000] Uma das propostas do momento presencial Olá, pessoal! Cada vez mais nossa primeira EAC torna-se dinâmica e conta com o envolvimento da equipe! Comecei com a história das pontes e estou prometendo ao Ney que vai ter Hora do Conto de novo... Trarei a Galinha Ruiva, pode deixar! Só que hoje ela já foi dormir... Sabe aquela coisa de dormir com as galinhas, né? A única diferença é que ela não acorda muito cedo como as outras! Deve ser porque é ruiva! Brincadeira!!! O mail era sério... Vocês é que falam meia dúzia de abobrinhas e me fazem perder a linha... Ney e Rubem quando atacam... Agora que Bel & eu resolvemos fazer dobradinha... Só sai besteira! Mas agora é sério mesmo! Mesmo, mesmo, mesmo!!! :o) Na EAC temos transitado da teoria à prática... o caminho de volta... novas questões... outras experiências. Assim vocês vêm recheando as mensagens que têm circulado. Muitas percepções, alguns relatos de experiências... enfim. É isso aí! Nosso momento presencial não será uma semana desvinculada de todo esse percurso, que teve início nos primeiros avisos enviados aos participantes da lista. Ao contrário, ele pretende dar continuidade a alguns temas e, principalmente, chegar a produções da equipe: elaboração do PA coletivo, definição de instrumentos de avaliação e outros itens que serão detalhados brevemente. Um dos momentos do encontro presencial tem por objetivo uma troca de experiências entre os Orientadores. Até aí... nenhuma novidade, pois isso nós estamos fazendo e não é de hoje... Mas a proposta é um pouquinho diferente. Faremos a vivência de experiências bem-sucedidas dos Orientadores. Vocês estão livres para identificar algo que tenha sido trabalhado por vocês e que tenha surtido efeito positivo dentro de todo o processo vivenciado pelas escolas. Não estamos tratando de experiências desenvolvidas PELAS ESCOLAS, mas da AÇÃO DOS ORIENTADORES, ou seja, uma vivência que possamos experimentar em grupo, e que tenha a capacidade de trazer para todos nós exemplos de práticas dos Orientadores fundamentadas nos princípios do "Sua Escola". Imaginamos que cada Orientador terá de 30 a 40 minutos para desenvolver sua proposta. Nós mesmos (coordenação, consultores e demais orientadores) seremos os "atores" da experiência (melhor do que chamar de cobaia, não?), da "simulação" que pretende ser capaz de INFLUIR em outros orientadores, pretende ser um momento de troca. Ao final das 6 propostas teremos um bate-papo comentando a vivência, apontando experiências replicáveis, identificando adaptações, imaginando como agregar novas idéias a exemplos apresentados... Vocês têm liberdade de, dentro do tempo combinado, desenvolver a experiência que julgarem mais "especial", mais significativa, mais marcante... enfim... Se, por algum motivo, essa experiência não tiver acontecido EXATAMENTE daquela forma (por duzentos mil motivos que podem interferir na nossa proposta de trabalho na escola) não existiria inconveniente de que, durante o nosso encontro, vocês a apresentassem como gostariam que fosse... como um momento ideal... mesmo que, na escola, ele tenha acontecido parcialmente... ou com menos ênfase do que o imaginado. A data prevista para esta proposta é 20/02, no período da tarde. Será necessário indicar se há necessidade de algum material específico para que possamos providenciar a tempo. Estamos por aqui no caso de haver alguma dúvida, uma solicitação mais específica ou a necessidade de detalhar mais alguma coisa. Um abraço! Dri ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 2 Date: Wed, 13 Feb 2002 16:07:55 -0300 From: "Lenise Aparecida Martins Garcia" Subject: Re: RE: dúvidas Eduardo, Lu, Celso e todos Eu fiquei aqui amadurecendo as minhas proprias duvidas... Concordo com as criticas feitas por Lu e Celso. Concordo tambem com o que colocaram, que me parece serem as bases para se trabalhar por projetos. Entretanto, ainda nao chegamos à ideia de "projetos na grade" colocada pela Neusa. Em quase todas as escolas, acho, estao ocorrendo projetos seguindo essas ideias, nao? Mas paralelamente à grade disciplinar, sem mexer nela. A Neusa quer mexer na grade disciplinar. Penso que isso e' algo a ser incentivado, mesmo que nao seja feito, de inicio, do modo mais adequado. E' um inicio de ruptura com o velho, que aos poucos pode ir assumindo outros aspectos. Ou nao? Os nossos principios so' "fazem efeito" se estiverem todos ao mesmo tempo? Convem incentivar aplicacoes parciais? Acho que e' o que temos que perguntar-nos... Pessoalmente, tenho alguma boa experiencia com essa "inversao de transversalidade". Depois que o professor consegue se desprender do livro didatico e do quadro, começa a pensar em habilidades, outras coisas vao acontecendo. Ele mesmo, ou os alunos, ou os colegas, vao percebendo as falhas de planejamento [ou o excesso dele]. Pode acontecer, sim, de ficar um projeto "desconfigurado"; mas a propria Neusa ja' esta' fazendo essa critica com antecedencia... acho que pode aprender muito no andar da carruagem. A minha sugestao seria de que ela trouxesse o assunto aa baila na lista... Poderiamos trabalhar um pouco em cima do exemplo concreto, ir dando e colhendo sugestoes. Ou ela nao se sente aa vontade para fazer isso? Se nao se sentir, ja' nao temos ai' outro "indicador" interessante? Acho importante discutirmos essas coisas JUNTO com as escolas. Alias, acho que discussao curricular e' um assunto que daria um otimo "grupo de aprendizagem"... O que voces acham? Abracos, Lenise > É isso mesmo Lu. Esqueceram de mim (os alunos) II. > > Entendo que as habilidades e competências podem ser um olhar sobre o >que vai acontecendo, mas não uma nova sequencia lógica e estável, como foi feito >com os conteúdos (e disciplinas). > > Penso que trabalhar por projetos seja criar ambientes de aprendizagem >independentemente do que se está aprendendo. Qualquer coisa para a qual um grupo >de alunos se ligue será válida, desde que eles saiam da mesmice, desde que se >questionem, desde que mantenham um diálogo democrático entre todos, desde que se >coloquem abertos para o mundo de fora da escola, desde que se coloquem desafios >práticos... > > Se os professores toparem... > > 1- trabalhar em equipe (nem que seja de 3 professores) > 2- fazer plano, aplicar e depois analisar (em equipe). > 3- considerar os alunos (desde o planejamento até as avaliações). > 4- colocar para si mesmos um produto final, que seja bem prático, >útil, possível e desafiador. > 5- mostrar para quem estiver de fora o que estão fazendo (registros) >durante todo o percurso e deixar que dêem palpites. > > ... já será um belíssimo avanço. Muitas outras coisas poderiam ser >olhadas, mas essas 5 já representariam um belo desafio para eles. > > Um grande abraço amigo, > > Celso Vallin - Sao Jose dos Campos (SP) > > -----Mensagem Original----- > De: Luciana Salgado > Para: escola2000@courses.yahoo.com > Enviada em: Domingo, 10 de Fevereiro de 2002 23:59 > Assunto: Re: [escola2000] RE: dúvidas > > > Oi Eduardo, > > Aí está um típico exemplo de projeto de ensino. Ela tem o > conceito, mas não entende na prática. Quer transversalizar o > currículo, mas quer determinar o tema e as competências e > habilidades a serem desenvolvidas em cada mês. Veja o que ela > diz "Por consenso no mês de março vamos enfocar a mulher". > > Quem chegou a esse consenso? Provavelmente, estão no > planejamento tentando amarrar todas as estratégias e conteúdos > a serem trabalhados. Quando o aluno chegar, será massacrado > pelo tema que será abordado em todas as disciplinas, cada uma > dando seu devido enfoque. Provavelmente estes professores não > sentarão mais juntos, não haverá re(planejamento). Ao final, vários > trabalhos serão expostos e a agressividade entre meninos e meninas > poderá continuar a mesma. Será que estou certa? > > Pensando nisso, algumas idéias surgiram... > > Acho que eles deveriam começar respondendo a última pergunta que > ela fez: "Assim não estaríamos juntando artificialmente o que continua > separado?" > > Depois, Edu, seria interessante sugerir a leitura, em grupo, do > texto "Gera a escola expectativas que ela não pode cumprir" e também > pedir que eles respondam a um conjunto de questões desafiadoras :<) > que os leve a perceber que a escolha do tema deve ser feita pelo > aluno, onde o desenvolvimento das competências e habilidades irão > acontecer no processo. > > O resultado desta troca de idéias, poderia ser publicado na lista > para que todos possam contribuir com suas idéias. O que você acha? > > Beijos > Luciana ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 3 Date: Thu, 14 Feb 2002 00:16:28 -0300 From: "Celso Vallin" Subject: Re: O fantasma do tempo Oi LU Tudo bem: "comunidade virtual atrativa, que gere reflexão, aprendizagem e troca de experiências", mas quantos porcento das pessoas das escolas estão nos lendo? Muito menos que um por cento? Olhando por outro ângulo, quantos porcento dos professores destas escolas estão presentes em nossa lista? Se numa escola de 100 professores tivermos 3 conversando conosco, como estruturaremos nossa ação? Precisaremos usar a lista (ou os ambientes) para promover eventos que aconteçam dentro das escolas e que envolvam aqueles que ainda não estão no ciberespaço? Não podemos nos esquecer de olhar: Como vão os esforços para colocar as salas de informática das escolas para funcionar, na internet? (e depois, como será a manutenção delas?) Não estou sendo pessimista, mas o Programa não pode descuidar destas coisas. Um grande abraço amigo, Celso Vallin - Sao Jose dos Campos (SP) -----Mensagem Original----- De: Luciana Salgado Para: escola2000@courses.yahoo.com Enviada em: Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2002 20:10 Assunto: Re: [escola2000] O fantasma do tempo Oi Celso, Destaco dois trechos que achei bem interessante: "Olhando agora para as escolas, professores e alunos, penso que devamos antes analisar cada caso e ajudarmos para que eles atinjam o equilíbrio. Nem estressados pela demanda de prioridades, nem o descompromisso e falta de sonhos. Alguns precisariam de ajuda para aprenderem a otimizar o tempo. Outros, já fazem isso (estando com alunos 56 aulas por semana) e precisam de ajuda para olhar a vida e a escola de forma mais ampla." "Algumas vezes, penso eu, temos dificuldade de te-los ao nosso lado, para podermos conversar. Sinto muita falta de continuidade nas conversas. Sinto falta de acompanhar o que cada grupo está fazendo e como está fazendo. Sinto as conversas muito pontuais." Em relação ao primeiro trecho, se formos analisar de acordo com a reflexão que a Lenise nos trouxe, não temos que analisar cada caso, ou seja, ver cada escola. Elas que terão que se perceber em um grupo como você coloca no final deste parágrafo. Já no outro parágrafo, também seguindo a linha da Lenise, se conseguirmos desenvolver uma comunidade virtual atrativa, que gere reflexão, aprendizagem e troca de experiências, com certeza os teremos bem perto de nós e as conversas deixarão de ser pontuais. O que você acha Celso? Beijos Luciana ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 4 Date: Thu, 14 Feb 2002 01:00:49 -0300 From: "Eduardo O C Chaves" Subject: RE: RE: dúvidas Mexer "na grade" disciplinar. Colocar projetos "na grade". Será que a razão pela qual chamamos a coisa de "grade" não está no fato de que ela nos prende? Por que precisamos ter uma "grade", seja de disciplinas, seja de projetos??? Por que precisamos ter projetos que durem um mês? Durante este mês estudaremos as mulheres (como se alguém pudesse aprender algo sobre assunto tão escorregadio em tão pouco tempo). Por que não deixar que as mulheres estudem os homens? Ou, para que não pareça tudo muito heteressexual, que cada um estude a categoria sexual (ou de gênero) que quiser? E por que categoria sexual (ou de gênero)? Por que não estudar músicos, poetas, escritores (de qualquer sexo/gênero)? Por que não estudar abelhas e zangões? formigas? cigarras? Rubinho Barrichello? Por que todo mundo tem que estudar a mesma coisa (durante o mesmo tempo)? Será que nunca vamos desaprender a velha forma de fazer as coisas? Será que em vez de estudar algo durante 50 minutos nós agora vamos estudar em 30 dias? Por que um é menos artificial do que o outro? O mais interessante da metodologia de projetos é deixar os alunos pesquisarem aquilo que LHES interessa, que interessa a eles, alunos. Interessa a mulheres estudar a mulher? Talvez sim, para algumas; talvez não, para outras, que prefiram estudar os homens. E assim vai. É possível ter uma escola em que a liberdade de escolha dos alunso valha alguma coisa? Eduardo -----Original Message----- From: Lenise Aparecida Martins Garcia [mailto:lgarcia@unb.br] Sent: Wednesday, February 13, 2002 4:08 PM To: escola2000@courses.yahoo.com Subject: Re: [escola2000] RE: dúvidas Eduardo, Lu, Celso e todos Eu fiquei aqui amadurecendo as minhas proprias duvidas... Concordo com as criticas feitas por Lu e Celso. Concordo tambem com o que colocaram, que me parece serem as bases para se trabalhar por projetos. Entretanto, ainda nao chegamos à ideia de "projetos na grade" colocada pela Neusa. Em quase todas as escolas, acho, estao ocorrendo projetos seguindo essas ideias, nao? Mas paralelamente à grade disciplinar, sem mexer nela. A Neusa quer mexer na grade disciplinar. Penso que isso e' algo a ser incentivado, mesmo que nao seja feito, de inicio, do modo mais adequado. E' um inicio de ruptura com o velho, que aos poucos pode ir assumindo outros aspectos. Ou nao? Os nossos principios so' "fazem efeito" se estiverem todos ao mesmo tempo? Convem incentivar aplicacoes parciais? Acho que e' o que temos que perguntar-nos... Pessoalmente, tenho alguma boa experiencia com essa "inversao de transversalidade". Depois que o professor consegue se desprender do livro didatico e do quadro, começa a pensar em habilidades, outras coisas vao acontecendo. Ele mesmo, ou os alunos, ou os colegas, vao percebendo as falhas de planejamento [ou o excesso dele]. Pode acontecer, sim, de ficar um projeto "desconfigurado"; mas a propria Neusa ja' esta' fazendo essa critica com antecedencia... acho que pode aprender muito no andar da carruagem. A minha sugestao seria de que ela trouxesse o assunto aa baila na lista... Poderiamos trabalhar um pouco em cima do exemplo concreto, ir dando e colhendo sugestoes. Ou ela nao se sente aa vontade para fazer isso? Se nao se sentir, ja' nao temos ai' outro "indicador" interessante? Acho importante discutirmos essas coisas JUNTO com as escolas. Alias, acho que discussao curricular e' um assunto que daria um otimo "grupo de aprendizagem"... O que voces acham? Abracos, Lenise > É isso mesmo Lu. Esqueceram de mim (os alunos) II. > Entendo que as habilidades e competências podem ser um olhar sobre o > que vai acontecendo, mas não uma nova sequencia lógica e estável, como > foi feito com os conteúdos (e disciplinas). > > Penso que trabalhar por projetos seja criar ambientes de > aprendizagem independentemente do que se está aprendendo. Qualquer > coisa para a qual um grupo de alunos se ligue será válida, desde que > eles saiam da mesmice, desde que se questionem, desde que mantenham > um diálogo democrático entre todos, desde que se coloquem abertos > para o mundo de fora da escola, desde que se coloquem desafios práticos... > > Se os professores toparem... > 1- trabalhar em equipe (nem que seja de 3 professores) > 2- fazer plano, aplicar e depois analisar (em equipe). > 3- considerar os alunos (desde o planejamento até as avaliações). > 4- colocar para si mesmos um produto final, que seja bem prático, > útil, possível e desafiador. > 5- mostrar para quem estiver de fora o que estão fazendo (registros) > durante todo o percurso e deixar que dêem palpites. > > ... já será um belíssimo avanço. Muitas outras coisas poderiam ser > olhadas, mas essas 5 já representariam um belo desafio para eles. > > Um grande abraço amigo, > > Celso Vallin - Sao Jose dos Campos (SP) > ---------------------------------------------------- > > -----Mensagem Original----- > De: Luciana Salgado > Para: escola2000@courses.yahoo.com > Enviada em: Domingo, 10 de Fevereiro de 2002 23:59 > Assunto: Re: [escola2000] RE: dúvidas > > > Oi Eduardo, > > Aí está um típico exemplo de projeto de ensino. Ela tem o > conceito, mas não entende na prática. Quer transversalizar o > currículo, mas quer determinar o tema e as competências e > habilidades a serem desenvolvidas em cada mês. Veja o que ela > diz "Por consenso no mês de março vamos enfocar a mulher". > > Quem chegou a esse consenso? Provavelmente, estão no > planejamento tentando amarrar todas as estratégias e conteúdos > a serem trabalhados. Quando o aluno chegar, será massacrado > pelo tema que será abordado em todas as disciplinas, cada uma > dando seu devido enfoque. Provavelmente estes professores não > sentarão mais juntos, não haverá re(planejamento). Ao final, vários > trabalhos serão expostos e a agressividade entre meninos e meninas > poderá continuar a mesma. Será que estou certa? > > Pensando nisso, algumas idéias surgiram... > > Acho que eles deveriam começar respondendo a última pergunta que > ela fez: "Assim não estaríamos juntando artificialmente o que continua > separado?" > > Depois, Edu, seria interessante sugerir a leitura, em grupo, do > texto "Gera a escola expectativas que ela não pode cumprir" e também > pedir que eles respondam a um conjunto de questões desafiadoras :<) > que os leve a perceber que a escolha do tema deve ser feita pelo > aluno, onde o desenvolvimento das competências e habilidades irão > acontecer no processo. > > O resultado desta troca de idéias, poderia ser publicado na lista > para que todos possam contribuir com suas idéias. O que você acha? > > Beijos > Luciana ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 5 Date: Thu, 14 Feb 2002 01:08:57 -0300 From: "Eduardo O C Chaves" Subject: RE: O fantasma do tempo Acho que temos que desenvolver lideranças nas escolas com condições de criar, lá, as comunidades que gerem reflexão, aprendizagem e troca de experiências (comunidades presenciais, virtuais, ou mistura de ambas). Nós, IAS, incluindo os orientadores, não vamos conseguir alcançar diretamente toda a comunidade das escolas. Acho que parte de nossa tecnologia social deve envolver a descoberta (ou invenção) de como desenvolver líderes nas escolas que possam fazer a mesma coisa com outros, até que a maior parte da comunidade escolar esteja envolvida. Não é aí que está a "sacada magistral" de centrar a estratégia de ação no fazer, em ambientes restritos, para, depois, influir para que os outros façam e, depois, também influam, e assim por diante? O que tem isso que ver com "o fantasma do tempo"? Eduardo -----Original Message----- From: Celso Vallin [mailto:celsovallin@yahoo.com] Sent: Thursday, February 14, 2002 12:16 AM To: escola2000@courses.yahoo.com Subject: Re: [escola2000] O fantasma do tempo Oi LU Tudo bem: "comunidade virtual atrativa, que gere reflexão, aprendizagem e troca de experiências", mas quantos porcento das pessoas das escolas estão nos lendo? Muito menos que um por cento? Olhando por outro ângulo, quantos porcento dos professores destas escolas estão presentes em nossa lista? Se numa escola de 100 professores tivermos 3 conversando conosco, como estruturaremos nossa ação? Precisaremos usar a lista (ou os ambientes) para promover eventos que aconteçam dentro das escolas e que envolvam aqueles que ainda não estão no ciberespaço? Não podemos nos esquecer de olhar: Como vão os esforços para colocar as salas de informática das escolas para funcionar, na internet? (e depois, como será a manutenção delas?) Não estou sendo pessimista, mas o Programa não pode descuidar destas coisas. Um grande abraço amigo, Celso Vallin - Sao Jose dos Campos (SP) -----Mensagem Original----- De: Luciana Salgado Para: escola2000@courses.yahoo.com Enviada em: Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2002 20:10 Assunto: Re: [escola2000] O fantasma do tempo Oi Celso, Destaco dois trechos que achei bem interessante: "Olhando agora para as escolas, professores e alunos, penso que devamos antes analisar cada caso e ajudarmos para que eles atinjam o equilíbrio. Nem estressados pela demanda de prioridades, nem o descompromisso e falta de sonhos. Alguns precisariam de ajuda para aprenderem a otimizar o tempo. Outros, já fazem isso (estando com alunos 56 aulas por semana) e precisam de ajuda para olhar a vida e a escola de forma mais ampla." "Algumas vezes, penso eu, temos dificuldade de te-los ao nosso lado, para podermos conversar. Sinto muita falta de continuidade nas conversas. Sinto falta de acompanhar o que cada grupo está fazendo e como está fazendo. Sinto as conversas muito pontuais." Em relação ao primeiro trecho, se formos analisar de acordo com a reflexão que a Lenise nos trouxe, não temos que analisar cada caso, ou seja, ver cada escola. Elas que terão que se perceber em um grupo como você coloca no final deste parágrafo. Já no outro parágrafo, também seguindo a linha da Lenise, se conseguirmos desenvolver uma comunidade virtual atrativa, que gere reflexão, aprendizagem e troca de experiências, com certeza os teremos bem perto de nós e as conversas deixarão de ser pontuais. O que você acha Celso? Beijos Luciana ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 6 Date: Thu, 14 Feb 2002 01:21:52 -0300 From: "Eduardo O C Chaves" Subject: RE: Calçados Novos e Usados Quem é o "nós" de "conosco"? É o próprio Freinet, majestaticamente falando? Não gosto muito dos demasiadamente cautelosos, daqueles, por medo de errar, não se arriscam a dizer algo que pode ser uma verdade importante, ainda que não testada. Se todo mundo gostassse tanto do velho como o Celestino, ainda viveríamos na Idade das Pedras. Ou será que estou radicalizando? Eduardo -----Original Message----- From: Luciana Salgado [mailto:lsalgado@uol.com.br] Sent: Wednesday, February 13, 2002 12:04 AM To: escola2000@courses.yahoo.com Subject: [escola2000] Calçados Novos e Usados Olá pessoal! Gostaria de discutir esse texto com vocês. Beijos Luciana **************************** CALÇADO NOVO E USADOS Pedagogia do Bom Senso Célestin Freinet Seja prudente com a novidade. Nunca a procure por ela mesma, mas pela melhoria que poderá proporcionar ao seu trabalho e a sua vida. Essa melhoria depende tanto de você como da própria novidade. A roupa nova que você comprou só lhe ficará realmente bem quando você a tiver feito sua, ajustada ao seu corpo, adaptada aos seus gestos e à sua maneira de ser. Esses sapatos novos, bons e bonitos que você acabou de comprar, você só os desfrutará verdadeiramente quando os tiver desgastado, quando, depois de um período maios ou menos longo e penoso, dependendo da qualidade do calçado e da sensibilidade dos pés, você tiver realmente se apropriado deles, a ponto de ninguém, além de você, poder usá-los com a mesma satisfação. Durante muito tempo, ao voltar para casa depois de uma caminhada, ainda é nos seus velhos sapatos que você descansará os pés doloridos. Você deve adotar, com a mesma prudência, as técnicas modernas, procurando as que - fruto de trabalhadores experimentados - lhes pareçam mais aptas para enfrentar os cismos a que você terá que subir: não se admire se, a princípio, não forem absolutamente utilizáveis. Desgaste-as, faça-as suas; não tenha nenhum escrúpulo em voltar, de tempos em tempos, aos métodos anteriores que já estejam mais ajustados à sua classe e ao seu temperamento de educador. Então você voltará com mais ousadia e mais entusiasmo para a vida nova que o espera. Não é a novidade que deve atrair e guiar, mas a vida. Não espere que os sapatos se gastem a ponto de você ter de voltar para casa com a sola batendo, para comprar e amaciar sapatos novos; ou então a ponto de, no inverno, a neve e o frio os encharcarem e atravessarem um couro gasto. Há certos indivíduos que temos a impressão de sempre ter visto raspando o chão com sapatos gastos, cujo couro endurecido formou pregas pré-históricas. E outros que parecem igualmente inconformados com sapatos eternamente novos, que eles não conseguem domar e lhes impõe um andar rígido e automático. Não seja nem o tradicionalista endurecido nem o inovador caçador de aventuras. Procure, conosco, técnicas práticas e flexíveis; desgaste-as conosco, na experiência coletiva, faça-as suas até marcá-las com a sua maneira de andar e com seu temperamento. Conosco, então, você poderá seguir com entusiasmo e certeza na calorosa caminhada para o futuro. ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 7 Date: Thu, 14 Feb 2002 01:25:41 -0300 From: "Eduardo O C Chaves" Subject: Sumido de novo Luciana, Lenise, Celso: Desculpem-me a demora em ler as suas mensagens. As pesadas chuvas de ontem me deixaram sem luz e sem telefone no sítio, de ontem à tardinha até hoje perto do meio-dia. Resolvi até mesmo voltar para Campinas por causa disso, na hora do almoço. Chegando aqui, liguei para lá e tanto a eletricidade como o sinal do telefone haviam sido normalizados... Volto para lá amanhã. Espero que a chuva não atrapalhe nosso chat de sexta-feira. Um abraço. Eduardo [Olhando no site da EAC vocês podem ver o que cedilhas e acentos na linha de assunto fazem com a aparência de nossa página de mensagens.] ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Message: 8 Date: Thu, 14 Feb 2002 03:50:09 -0000 From: rupa@zaz.com.br Subject: duvidas Olá Eduardo, Também fiquei com essas perguntas na cabeça. Mas estudar o Rubinho Barrichelo ia atrasar muito o pessoal.. 8 ) Aproveito para dizer olá para todos. Passei o carnaval lendo as reflexões do pessoal e confesso que aprendi muito. Gostaria de comentar várias coisas, mas vou fazer isso em e-mails diferentes, para não ficar muito longo. Esse aqui vai ser sobre uma questão que você coloca nesta mensagem que já vinha me cutucando a cabeça a alguns dias. Vou transcrevê-la abaixo e continuo após: > ---------- Mensagem original ----------- > > De : "Eduardo O C Chaves" > Para : > Por que todo mundo tem que estudar a mesma coisa (durante o mesmo > tempo)? Estive pensando o que me ocasionou esses atrasos nos últimos dias em relação às mensagens da lista e dos textos dos dois primeiros questionamentos. Primeiramente, do mesmo jeito que o Castor, também estava em semana inicial de aulas e, pra piorar um pouco as coisas, sou eu que cuido do horário dos professores (que curiosamente tem que ser feito por alguém da informática por que usamos o Urania...). mas por outro lado, tem a questão dos ritmos de cada pessoa. Nestas duas últimas semanas descobri que não consigo "digerir" um texto com a mesma rapidez que você, Celso ou Lenise, por exemplo. No início, fiquei super mal comigo mesmo por conta disso, mas principalmente depois de ler os textos do segundo conjunto de questões, da qual transcrevo aqui um pedacinho: "Quinto, estipula-se que todos devam aprender as mesmas coisas, pelos mesmos métodos, nos mesmos ritmos e nos mesmos momentos – independentemente de seus interesses, de suas aptidões, de seu estilo cognitivo, de seu estado de espírito, etc. " (em Educação Orientada para competências e currículo centrado em problemas - Eduardo Chaves) voltou à tona essa questão que eu havia, no meio do caminho, me esquecido. Longe de querer dar explicações sobre os meus últimos atrasos, revela-se uma tendência que teremos em usando posteriormente esse tipo de metodologia (sinto não termos conseguido responder efetivamente a pergunta com a qual se iniciou o último chat, mas isso é assunto para outro e-mail mais tarde...) com as escolas. Lembro de uma discussão grande na lista Edutec sobre a conexão dedicada (lembra?). Aquele e-mail da Luciana com a reportagem com amulher que tinha 4000 e-mails na caixa postal também remete um pouco a isso. Como conseguiremos administrar isso tudo? Por enquanto é isso! Um grande abraço e VIVA A MANGUEIRA, Campeã do Carnaval do Rio 2002! 8 ) ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________